Cada um escolhe o destino
e tu escolheste o teu,
e mais uma vez
não sei o que é que te deu;
crias-te histórias,
inventaste factos,
mas vais-te arrepender
dos juízos ingratos.
O problema é que tu
vais continuar o teu caminho
e eu vou ficar sozinho,
parado no tempo,
a pensar no momento,
em que te vi,
em que te conheci,
em que te beijei pela primeira vez,
e no outro que foi o último, talvez.
Devia caminhar,
saltar ou correr,
em vez de pensar
que foste um obstáculo
que me fez sofrer.
Mas não consigo,
sinceramente,
és tipo uma droga,
que penetra no meu corpo,
ausente,
e o coração, esse,
é feito de gelo,
derrete cada vez
em que tento esquecê-lo.
E com isto tudo,
continuo a recordar,
o que um dia senti,
o que me fazia chorar.
Não recues,
ou recua de vez,
a decisão é tua,
como da primeira vez.
Ainda falas de concorrência?
só vejo esse número a aumentar
e com o passar do tempo
esse vai rebentar.
30 minutos passaram
e ainda só são três,
agora imagina quando
passar mais um mês.
Eu desisto, a sério,
é a última cena que te escrevo,
vou considerar que não passaste de mais um erro.
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